| 21/11/2002 22h04min
Até o final desta semana, a equipe de transição do governador eleito, Germano Rigotto, deverá divulgar uma nota com uma avaliação preliminar dos dados do relatório sobre a gestão e as finanças do Estado.
Com base nas primeiras informações, os técnicos de Rigotto, coordenados por Paulo Michelucci, fiscal concursado da Fazenda, farão uma projeção do fluxo de caixa para o período de dezembro deste ano a março do ano que vem. O objetivo é avaliar se despesas compulsórias, como folha de pagamento e saldo das parcelas da dívida com a União, poderão ser honradas com tranqüilidade e sem recorrer a receitas extraordinárias.
Mesmo antes de concluir a análise do extenso material recebido na última terça-feira - oito volumes com um total de cerca de 3 mil páginas -, o coordenador do grupo que representa o futuro governo, João Carlos Brum Torres, acredita que os dados apresentados %26quot;ainda são tímidos, genéricos e pouco específicos%26quot;, e teriam sido apurados a partir
de metodologias não
explicadas nos documentos apresentados.
A divergência entre os números do atual e do futuro governo relativos às finanças do Estado é, segundo Brum Torres, secundária neste momento. Ontem, o coordenador da equipe de Rigotto lembrou que sua prioridade agora é colher as informações oficiais para num segundo momento se posicionar sobre elas.
- Estamos na transição para conhecer a realidade do Estado a partir do que o próprio governo informa. Essa é a nossa obrigação - afirmou.
Embora se esforce para evitar polêmicas nessa primeira fase, Brum Torres deixa claro que isso não significa que adotará uma atitude passiva diante dos dados recebidos da equipe do governador Olívio Dutra se os relatórios apontarem para uma situação financeira complicada para o futuro governo do Estado.
- Se a situação se confirmar de difícil solução para nós, que obrigue providências extraordinárias para fechar as contas e que redundem em antecipar
receitas, nós vamos protestar, como já protestamos. A
nossa eventual oposição ao atual governo virá em cima de coisas práticas que afetem nossa gestão - avisou Brum Torres, ressaltando que hoje sua postura é a de quem será governo a partir de janeiro.
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